// Estar com Deus

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

O QUE DISSE O PAPA SOBRE OS PRESERVATIVOS?

O novo livro de Bento XVI, "Luz do Mundo: o Papa, a Igreja e os Sinais dos Tempos", nem sequer tinha sido publicado e já estava no centro de uma controvérsia nos meios de comunicação on-line.


A polêmica explodiu na semana passada, quando o L'Osservatore Romano violou unilateralmente o embargo sobre o livro, publicando alguns extratos em língua italiana das diversas declarações do Papa, para grande desgosto dos editores em todo o mundo, que trabalhavam cuidadosamente visando um lançamento orquestrado do livro, que se daria na terça-feira seguinte.

Um dos extratos tratava do uso de preservativos para tentar evitar a propagação da AIDS e a imprensa imediatamente tirou proveito disto (p.ex.: Reuters, Associated Press, BBC Online). E assim, surgiram manchetes como:

- Papa diz que os preservativos são admissíveis em certos casos para deter a AIDS
- Papa: "Os preservativos justificam-se em alguns casos"
- Papa diz que os preservativos podem ser usados na luta contra a AIDS

Particularmente notória é a declaração de William Crawley, da BBC:

"O Papa Bento XVI parece ter alterado a postura oficial do Vaticano sobre o uso de preservativos, adotando uma posição moral que muitos teólogos católicos já recomendavam há muito tempo".

Bah!

Pois bem: em primeiro lugar, trata-se de um livro de entrevistas. O Papa foi entrevistado. Não estava exercendo seu múnus oficial de ensinar. Este livro não é uma encíclica, uma constituição apostólica, uma bula papal, nem nada semelhante. Não é uma publicação da Igreja. Trata-se de uma entrevista realizada por um jornalista, em idioma alemão. Consequentemente, o livro não representa um ato do Magistério da Igreja, nem tem a capacidade de "alterar a postura oficial do Vaticano" em nada. Não possui força dogmática nem canônica. O livro - que é fascinante e sem precedentes, mas isto é tema para outra oportunidade - constitui aquilo que se classifica como opiniões pessoais do Papa sobre as perguntas questionadas pelo entrevistador Peter Seewald.

E como o Papa Bento XVI observa no livro:

"Há que se dizer que o Papa pode ter opiniões privadas que se encontram equivocadas".

Não estou assinalando isto para insinuar que naquilo que o Papa Bento XVI fala a respeito dos preservativos está incorreto - chegaremos a este ponto ao seu tempo - mas para indicar o contexto da situação, deixando claro que se trata das opiniões privadas do Papa. São apenas isto: opiniões privadas. Não é ensino oficial da Igreja. Então, continuemos...

Entre os desserviços do L'Osservatore Romano feitos para romper o embargo do livro da maneira que fez, houve também o fato de que apenas publicou um pequeno trecho da seção em que o Papa discutia sobre o uso dos preservativos. Como resultado, o leitor não tinha como ver o contexto das suas declarações e, assim, garantir que a imprensa secular não estava tomando as observações do Papa fora do seu contexto (o que seria feito de qualquer modo, mas talvez nem tanto). Especialmente notório é o fato de que o L'Osservatore Romano omitiu o material onde Bento esclarece sua declaração sobre os preservativos, em uma pergunta logo a seguir.

Com efeito, o L'Osservatore Romano causou um grande dano tanto às comunidades católicas quanto às não-católicas.

Felizmente, agora você pode ler o texto completo das declarações do Papa.

Ademais, prevendo a controvérsia que estas palavras poderiam produzir, a drª. Janet Smith preparou um guia útil sobre o que o Papa disse e não disse.

Lancemos vista aos comentários do Papa, para ver o que ele realmente disse.

"Seewald: (...) Na África, se apontou que o ensino tradicional da Igreja demonstrou ser a única maneira segura de se deter a propagação do HIV. Os críticos, incluindo a crítica dentro das próprias fileiras da Igreja, objetam que é uma loucura proibir a população de alto risco de usar preservativos. Bento XVI: (...) Em minha intervenção, eu não estava fazendo uma declaração geral sobre o tema do preservativo, mas apenas dizendo - e isto é o que causou grande ofensa -, que não podemos resolver o problema mediante a distribuição de preservativos. Resta muito o que fazer. Devemos estar próximos das pessoas; devemos guiá-los e ajudá-los; e temos que fazer isto antes e depois do contágio com a doença. É um fato, como você já sabe, que as pessas podem obter preservativos quando o desejarem, de qualquer modo. Porém, isto serve apenas para demonstrar que os preservativos por si próprios não resolvem o problema em si mesmo. Muito mais precisa ser feito. Enquanto isso, no âmbito secular, desenvolveu-se a teoria chamada 'ABC' - abstinência, fidelidade, preservativo -, em que se entende o preservativo somente como um último recurso, quando os outros dois pontos foram rejeitados. Isto quer dizer que concentrar-se no preservativo implica em uma banalização da sexualidade, e, além de tudo, é precisamente a origem perigosa da atitude da sexualidade, não como a expressão do amor, mas como uma espécie de entorpecente que as pessoas administram a si mesmas. Esta é a razão pela qual a luta contra a banalização da sexualidade é parte também da luta para garantir que a sexualidade seja tratada como um valor positivo e para que possa ter um efeito positivo na totalidade de ser do homem". Consideremos que o argumento geral do Papa é que os preservativos não resolvem o problema da AIDS. Em apoio disto, ele aponta vários argumentos:

1) As pessoas já podem obter preservativos, mas é evidente que o problema não foi resolvido.

2) No mundo secular foi proposto o 'Programa ABC', em que o preservativo só será usado quando os dois primeiros procedimentos verdadeiramente eficazes - a abstinência e a fidelidade - tiverem sido rejeitados. Assim, a proposta secular do ABC reconhece inclusive que os preservativos não são a única solução. Eles não funcionam tão bem quanto a abstinência e a fidelidade. Os dois primeiros são melhores.

3) Concentrar-se no uso do preservativo representa uma banalização (trivialização) da sexualidade, que se converte de ato de amor em ato de egoísmo. Para que o sexo desempenhe o papel positivo que deve ter, esta banalização do sexo - e, portanto, a fixação nos preservativos - deve ser resistida.

Esse é o contexto da afirmação que a imprensa reproduziu:

"Pode haver casos individuais justificados como, por exemplo, quanto um prostituto usa um preservativo, e isto pode ser um primeiro passo para uma moralização, um primeiro ato de responsabilidade para desenvolver novamente a consciência de que nem tudo é permitido e que não se pode fazer tudo o que se quer. Porém, não é realmente a maneira de tratar com o mal da infecção pelo HIV, o que realmente pode apenas vir de uma humanização da sexualidade".
Há várias coisas a se considerar: em primeiro lugar, leve em conta que o Papa diz que: "Pode haver casos individuais justificados", e não que: "Está justificado". Esta é uma linguagem especulativa. Mas sobre o quê o Papa especula? Que o uso do preservativo está moralmente justificado? Não, não foi isso o que ele disse, mas que pode haver casos "sempre e quando [o uso do preservativo] pode ser um primeiro passo para uma moralização, um primeiro ato de responsabilidade para desenvolver novamente a consciência de que nem tudo é permitido".

Em outras palavras, como diz Janet Smith:

"O Santo Padre está simplesmente observando que para alguns prostitutos homossexuais o uso de um preservativo pode indicar um despertar do sentido moral, um despertar acerca de que o prazer sexual não é o valor máximo, mas que devemos ter o cuidado de não prejudicar ninguém em nossas escolhas. Ele não está falando de uma moralidade do uso de preservativos, mas de algo que pode ser certo sobre o estado psicológico daqueles que os usam. Se estas pessoas, usando preservativos, o fazem com o fim de evitar prejudicar outras, com o passar do tempo perceberão que os atos sexuais entre membros do mesmo sexo são intrinsecamente maus, já que não estão de acordo com a natureza humana".
Pelo menos isto é o máximo que se pode razoavemente inferir das declarações do Papa, o que poderia ser expresso com maior clareza (e espero que o Vaticano emita um esclarecimento urgente).

Em segundo lugar, repare que o Papa segue imediatamente sua declaração acerca da prostituição homossexual usuária de preservativos com a afirmação: "Porém, não é realmente a maneira de se tratar com o mal da infecção pelo HIV, o que realmente pode apenas vir de uma humanização da sexualidade".

Por "uma humanização da sexualidade", o Papa quer reconhecer a verdade sobre a sexualidade humana, que deve ser exercida de maneira amorosa, fiel entre um homem e uma mulher unidos em matrimônio. Esta é a verdadeira solução e não colocar um preservativo e manter relações sexuais promíscuas com pessoas infectadas com um vírus mortal.

Neste momento da entrevista, Seewald faz uma pergunta de continuidade, e é verdadeiramente um crime que o L'Osservatore Romana não tenha reproduzido esta parte:

"Seewald: Quer dizer, então, que a Igreja Católica, na realidade, não se opõe em princípio ao uso dos preservativos? Bento XVI: Ela, obviamente, não os considera como solução real ou moral, porém, neste ou em outro caso, pode haver, todavia, a intenção de reduzir o risco da infecção, como um primeiro passo para uma forma distinta e mais humana de viver a sexualidade". Assim, Bento XVI reitera que esta não é uma solução real (prática) para a crise da AIDS, nem tampouco uma solução moral. No entanto, em alguns casos, o uso de preservativo mostra "a intenção de reduzir o risco da infecção", que é "um primeiro passo para... uma forma mais humana de viver a sexualidade".

Portanto, não está dizendo que o uso de preservativos é justificado, mas que pode mostrar uma intenção particular e que esta intenção é um passo na direção correta.

Janet Smith oferece uma analogia útil:

"Se alguém fosse assaltar um banco e estava decidido em empregar uma arma de fogo, seria melhor para essa pessoa usar uma arma desmuniciada: reduzir-se-ia o risco de lesões mortais. Porém, não é tarefa da Igreja ensinar possíveis assaltantes de banco a assaltar bancos de uma maneira mais segura; menos ainda é tarefa da Igreja apoiar programas para oferecer a possíveis assaltantes de banco armas de fogo incapazes de ser municiadas. Não obstante, a intenção de um assaltante de banco em assaltar um banco de uma maneira que é mais segura para os funcionários e clientes do banco pode indicar um elemento de responsabilidade moral que poderia ser um passo para a compreensão final da imoralidade que é o assalto a bancos".Muito mais se poderia dizer de tudo isto, mas pelo que vimos, já resta claro que as declarações do Papa devem ser lidas com cuidado e que não constituem o tipo de licença para o uso de preservativos que os meios de comunicação desejam.

Há mais por vir...


Autor: José Miguel Arráiz
Fonte: http://infocatolica.com/blogspot/apologeticamundo
Tradução: Carlos Martins Nabeto

CARACTERÍSTICAS DAS HERESIAS


No ano 144 d.C., durante um dos momentos mais difíceis da História da Igreja Católica, surgiu a heresia Marcionita que logo se estenderia principalmente pelo Império Bizantino e sobreviveria pelos próximos três séculos, até ser absorvida pelo Maniqueísmo e desaparecer. É possível que seu fundador, Marcião, fosse filho de um dos primeiros bispos de Sinope, uma diocese da Ásia Menor, de onde Marcião era originário. Há quem suponha (baseando-se na conhecida habilidade de Marcião para citar as Escrituras) que ele fosse um bispo renegado pela Igreja. Qualquer que fosse o caso, o certo é que Marcião deu origem a uma das mais persistentes heresias de seu tempo e, para isso, fez uso, pela primeira vez, de certas armas que todos os cristãos dissidentes empregariam no futuro até os nossos dias.

O gênio divisionista de Marcião criou uma nova doutrina pseudocristã, modificando a História Sagrada e publicando um cânon próprio das Escrituras. Isto que hoje nos parece tão familiar - depois de tantos séculos de Bíblias cerceadas, lendas negras e traduções deturpadas da Escritura - era então uma assombrosa novidade que cativou a muitos. Marcião sustentava, como muitos vieram a fazer desde então, que o Deus do Antigo Testamento era vingativo e colérico, que não podia corresponder à mansa e amorosa pessoa de Jesus. A partir de então, desenvolveu uma doutrina dualista que sustentava a existência de duas divindades, uma má (a do Antigo Testamento) e outra boa (a do Novo Testamento).

Ao iniciar uma nova igreja, sempre se tropeça com este problema: o que fazer com a Igreja Católica? Marcião não podia destruir a Igreja de Cristo, porém, podia desqualificá-la. Para isso, teve uma idéia que para nós parece bem desgastada, mas que era muito original naquela época: usar as Escrituras para impugnar a veracidade da doutrina católica.

O problema de usar essa estratégia é que as Escrituras do Antigo Testamento - inspiradas por um "deus mau", segundo Marcião - ofereciam amplo e suficiente testemunho da futura vinda de Jesus. Essa "pequena" inconsistência não foi grande problema para o líder herege, que declarou nulo todo o Antigo Testamento. Ao fazer isto, Marcião estabeleceu outro grande princípio, que quase todo movimento herético seguiria no futuro: eliminar as partes da Bíblia que não convenham à nova doutrina enquanto que, ao mesmo tempo, se exalta a Escritura (modificada) como a autoridade sobre a qual o novo grupo eclesial é fundado.

Recordemos que Marcião apareceu no cenário cristã menos de cinco décadas depois de ter falecido o último Apóstolo de Cristo. A Igreja de então suportava frequentes perseguições, algumas locais e outras mais estendidas. Os Evangelhos e os demais escritos cristãos circulavam sem que houvesse um cânon definido e universal. A Bíblia da Igreja Católica desses anos era a versão dos LXX (ou Septuaginta Alexandrina), que consistia basicamente dos livros que hoje encontramos no Antigo Testamento da Bíblia Católica.

As razões para a ausência de um cânon cristão eram várias, principalmente as constantes perseguições que tornavam impossível aos bispos se reunirem em sínodos gerais, os quais seriam muito perigosos por razões óbvias. Passariam-se quase três séculos até que se apagassem as perseguições imperiais e os bispos pudessem se reunir livremente para considerar quais escritos deveriam ser aprovados para sua inclusão no Novo Testamento. Uma das boas coisas que ocorreu por consequência da heresia marcionita foi justamente isto: a Igreja Católica tomou consciência da importância de possuir uma lista ordenada de escritos cristãos autorizados.

Antes que a Igreja pudesse produzir tal lista, Marcião criou um "evangelho" de sua própria lavra. Nele declarava que o invisível, indescritível e benévolo Deus (aoratos akatanomastos agathos theos) teria se apresentado entre os judeus pregando no dia de sábado. O pseudo-evangelho de Marcião era uma versão modificada do Evangelho de Lucas, editado para apoiar as doutrinas dualistas do fundador da seita.

A esta altura, encontramos no movimento marcionista as características que logo se repetem nas heresias surgidas posteriormente:

1. A base da doutrina é um texto - a Escritura - e não o Depósito da Fé recebido por toda a comunidade, como na Igreja Católica.

2. O texto da Escritura é alterado ou redigido para afirmar as doutrinas do novo grupo, criando assim uma nova e distinta tradição. O oposto ocorre na Igreja Católica, que preserva cuidadosamente e exalta o papel da Escritura dentro do contexto da Sagrada Tradição.

3. Altera-se o contexto histórico ou até a própria História. Isto é feito com o duplo sentido de afirmar a própria doutrina e, ao mesmo tempo, impugnar a Igreja Católica, acusando-a de ser ela quem "conta a História à sua maneira". Curiosamente, estas acusações tão imaturas imprimiram na Igreja o costume de documentar o desenvolvimento da sua própria doutrina na História. Na Igreja Católica a História, as Escrituras e a Doutrina da Igreja devem estar obrigatoriamente de acordo, sempre sem deixar espaço para dúvidas. É por isso que sabemos com certeza que hoje cremos na mesma fé declarada por Cristo e pelos Apóstolos.

Consequentemente, um dos testemunhos mais fortes que pode ser oferecido em favor do Catolicismo é a sua consistência e coerência durante vinte [e um] séculos de História. O mesmo não ocorreu com os marcionitas, que se dividiram em diversas seitas e, de uma espécie de puritanismo original, logo passaram para o Gnosticismo e, depois, para o Maniqueísmo, movimento que acabou absorvendo o Marcionismo por completo. Disto podemos deduzir uma quarta característica das heresias: sua instabilidade.

4. A instabilidade doutrinária e sua consequência (as divisões sectárias), identificam todas as heresias. Seguindo o ditado de "quem com o ferro mata, pelo ferro morrerá", os criadores de divisões na Igreja logo recebem na própria carne o seu amargo remédio.

Podemos afirmar, sem medo de errar, que todos os movimentos dissidentes do Cristianismo que se afastaram da Igreja Católica possuem estas quatro características em menor ou maior grau. Quando Cristo pregou a parábola da videira, disse assim:

"Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o lavrador. Toda a vara em mim, que não dá fruto, a tira; e limpa toda aquela que dá fruto, para que dê mais fruto. Vós já estais limpos, pela palavra que vos tenho falado. Estai em mim, e eu em vós; como a vara de si mesma não pode dar fruto, se não estiver na videira, assim também vós, se não estiverdes em mim. Eu sou a videira, vós as varas; quem está em mim, e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer. Se alguém não estiver em mim, será lançado fora, como a vara, e secará; e os colhem e lançam no fogo, e ardem. Se vós estiverdes em mim, e as minhas palavras estiverem em vós, pedireis tudo o que quiserdes, e vos será feito. Nisto é glorificado meu Pai, que deis muito fruto; e assim sereis meus discípulos. Como o Pai me amou, também eu vos amei a vós; permanecei no meu amor. Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor; do mesmo modo que eu tenho guardado os mandamentos de meu Pai, e permaneço no seu amor. Tenho-vos dito isto, para que o meu gozo permaneça em vós, e o vosso gozo seja completo. O meu mandamento é este: Que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei. Ninguém tem maior amor do que este, de dar alguém a sua vida pelos seus amigos. Vós sereis meus amigos, se fizerdes o que eu vos mando" (João 15,1-14).

É inegável a importância destas palavras de Cristo. A Igreja deve operar em união com Cristo e em unidade interna. É a única maneira de produzir "fruto", isto é, a salvação das almas. Quem espera agir fora desta ordem que Cristo estabeleceu deixa de permanecer em Seu amor. Para permanecer no amor de Cristo, entende-se que devemos guardar os Seus mandamentos. Nesta simples parábola, Cristo resumiu as qualidades da Igreja que deverá durar até o fim do mundo. Todas elas provêm do amor cristão:

- A primeira qualidade é a humildade. Cristo é a videira, a plenitude da fé e o todo da Igreja, enquanto que seus discípulos são os ramos que se nutrem Dele. Não existe outra ordem pela qual algum dos ramos possa dar origem a outra videira distinta.

- A segunda qualidade é a obediência. Somos amigos de Cristo se fizermos o que Ele nos diz. Não há outra opção se O amamos.

- A terceira qualidade é consequência das outras duas: a união. A indivisibilidade da planta produz fruto que dá glória a Deus em Cristo. Essa união é o resultado visível do amor que começa em Cristo e se multiplica nos discípulos.

Como não ocorre - nem nunca ocorrerá - entre aqueles que se separam da Igreja Católica, estas três qualidades distintas produzem o milagre da duração da Igreja na História, que é por si mesma um poderoso testemunho da verdade do Evangelho. Quando Cristo nos adverte que sem Ele não podemos fazer nada, também agrega que nossa relação com Ele só pode ser frutífera. Sem Cristo, os ramos morrem sem dar fruto; com Cristo, a Igreja continua no mundo e na História, dando testemunho do Seu amor em perfeita união. Este é o fruto cristão por excelência!

Tendo comparado as qualidades próprias das heresias e da Igreja, não nos surpreende que as Palavras de Cristo se cumpram na História. Apenas a Igreja fundada por Cristo sobrevive dando testemunho ao longo dos séculos e ao mundo inteiro com a doutrina integral recebida de Cristo. Não importa quão numerosos sejam os membros de uma seita; sabemos que passarão enquanto que a Igreja continuará sua missão até que Jesus retorne. Os poderes malignos continuarão criando divisões, pois isto é da sua natureza; mesmo assim, não prevalecerão contra toda a Igreja (Mateus 16,13-20).

A Igreja já viu passar centenas de seitas, movimentos dissidentes, heresias crassas e toda espécie de inimigos. O testemunho da História é apenas um: a Igreja SEMPRE permanece e seus inimigos SEMPRE passam, pouco importando quão forte ou astuto tenham sido seus adversários. Aquele que a sustenta nunca dorme e Seu braço protetor jamais descansa!


Autor: Marcus Grodi
Fonte: http://www.prodigos.org
Tradução: Carlos Martins Nabeto
HISTÓRIA DA IGREJA NO BRASIL.

DATAS IMPORTANTES DA VIDA DE ANCHIETA.

1534 - 19 de Março: Nasceu José de ANCHIETA em San Cristobal de La Laguna, na ilha de Tenerife.

1534 - 7 de Abril: Foi batizado na Igreja paroquial de Nossa Senhora dos Remédios.

1548 - Foi a COIMBRA a fim de cursar humanidades, no Colégio Real das Artes.

1551 - 1 de Maio: Ingressou na Companhia de Jesus.

1553 - 8 de Maio: Pronunciados os 1.os votos religiosos partiu para o Brasil, na III expedição de missionários jesuítas, chefiada pelo Pe. Luiz de Grã.

1553 - 13 de Julho: Chegou à Bahia de todos os Santos.

1553 - Outubro: Partiu para o Sul ena altura dos Abrólhos quase naufragou com os companheiros. Passou pela primeira vez, pela capitania do Espírito Santo.

1553 - Dezembro: Véspera de Natal: Chegou à São Vicente.

1554 - Janeiro: Foi a Piratininga para ser o primeiro mestre do Colégio de São Paulo, fundado a 25/1, dia da conversão de São Paulo.

1561 - Escreve o Poema dos feitos de Mem de Sá.

1562 - 1° Auto "Pregação Universal".

1563 - 5 de Maio: Em companhia do Pe. Manuel de Nóbrega (superior provincial), chegou à Praia de Iperoig (hoje Ubatuba - SP) para negociar o armístico com os confederados Tamoios.

1563 - 21 de Julho: No regresso do Pe. Nóbrega a São Vicente, permaneceu como refém.Compõe o extenso poema em honra de Nossa Senhora.

1563 - 21 de Setembro: Chegou a Bertioga na companhia do índio Cunhambebe.

1565 - 27 de Janeiro: Partiu na expedição de Estácio de Sá, como companheiro do Pe. Gonçalo de Oliveira.

1565 - 1° de Março: Desembarcou na Praia Vermelha, junto ao "Pão de Açúcar"; assistiu à fundação da cidade do RIO DE JANEIRO.

1565 - 31 de Março: Partiu para a Bahia de Todos os Santos, com o fornecedor da esquadra João de Andrada. Esteve então alguns meses no Espírito Santo.

1565 - Julho: Continuou a viagem para ordenar-se Sacerdote, em Salvador.

1566 - 22 de Agosto: Na Bahia,  esteve presente à chegada do Pe. Inácio de Azevedo, enviado pelo R. P. (Reverendo Padre) Geral Francisco de Borja, como Visitador da Companhia de Jesus no Brasil.

1566 - Novembro: Já ordenado Sacerdote, Viajou para o sul em companhia do R. P. Visitador e do Bispo Pedro Leitão, na comitiva do Governador Mem de Sá, que se demorou no Espírito Santo.

1566 - Dezembro: Celebrou as missas de Natal na igreja de São Tiago em Vitória.

1567 - 18 de Janeiro: Na mesma expedição chegou à baía de Guanabara.

1567 - 20 de Janeiro: Assistiu à conquista do Rio de Janeiro. Acompanhou o R. P. visitador, o Pe. Provincial e o Bispo na visita à Capitania de São Vicente. Nomeado Superior em São Vicente. (Começaram então os inúmeros prodígios, que lhe granjearam o titulo de "Xavier da América" e "Taumaturgo do Novo Mundo").

1574 - Festa dos 40 Mártires do Brasil: cancioneiro de Anchieta.

1577 - Auto das Onze-mil-virgens de Colônia: Canção da "Cordeirinha Linda". Foi à Bahia, onde o esperava a patente de Reitor do Colégio, trocada pela de PROVINCIAL em fins deste ano.

1578 - Acompanhou Lourenço da Veiga às aldeias da Bahia.Promoveu a fundação de algumas casas no Espírito Santo. Foi depois a São Vicente, onde estava, a 14 de Agosto.

1579 - 15 de Agosto: Em visita ao Espírito Santo, recebeu uma imagem de Nossa Senhora da Assunção, em Reritiba,com o "auto": "Dia de Assunção".

1585 - Fundou uma residencia em Guarapari, onde construiu uma igreja dedicada a Sant' Ana. Em fim deste ano pediu dispensa do cargo de Provincial, mas não lhe foi concedida. Auto de Guaraparim ou Pirataraka.

1587- Fixou residencia no Espírito Santo, a fim de concluir sua obra do Colégio de São Tiago e da igreja de Reritiba.

1588 - Recebeu a noticia da chegada à Bahia do seu substituto, o novo Provincial, Pe. Marçal Beliarte - Ficou na vila de Vitória como Superior.

1589 - Escreveu e fez representar o Recebimento ou "Diálogode Guaraparim" quando o Pe. Provincial Beliarte visitou a aldeia.

1591 - Recebimento ou Diálogo do Pe. Simões Pereira.

1592 - Como superior da Casa de Vitória, foi à Bahia participar da congregação Provincial. Regressou nomeado Visitador das Casas do Sul (de 1952 a 1954). Foi ao Rio de Janeiro.

1594 - Voltou ao espírito Santo, para assumir o cargo de Superior da Casa de Vitória e governar igualmente as aldeias de Reritiba, Guarapari, Reis Magos e Carapina.

1595 - Na passagem de Provincial Pero Rodrigues pela Vila de Vitória, Anchieta pediu-lhe exoneração do cargo de Superior. Recolheu-se então em Reritiba.

1595 - Recebimento ou Diálogo do Pe. Marcos da Costa e auto de São Maurício.

1596 - Voltou a Vitória para ser conselheiro da Casa e governá-la até que chegasse o Pe. Pedro Soares. Foi ao Cricaré, aonde chegou em 21 de Setembro , dia de São Mateus.

1597 - Maio: Voltou a Reritiba: auto da Visitação.

1597 - 9 de Junho: Faleceu em Reritiba (atual cidade de Anchieta no Espírito Santo), assistido por cinco de seus companheiros, missionários das aldeias vizinhas, após ter recebido, como pediu, o S. Viático e a Extrema Unção.

1597 - 14 de Junho: Seus despojos mortais foram levados a Vitória; nos funerais o Prelado Administrador, Bartolomeu Simões Pereira, no elogio ao defunto, chamou-o de "Apóstolo do Brasil" e "missionário Santo". O cadáver foi enterrado na igreja de São Tiago, anexa ao Colégio da Companhia de Jesus.

1609 - Os ossos de Anchieta foram trasladados para a igreja do Colégio da Bahia por ordem do R. P. Geral Cláudio Acquaviva.

1617 - Com o pedido feito pelos Jesuítas do Brasil, foram iniciados os Processos de Beatificação e Canonização do "SERVO DE DEUS JOSÉ DE ANCHIETA, Sacerdote professo da Companhia de Jesus".

1730 - Remessa, da Bahia, a Roma, dos escritos de Anchieta para serem examinados: entre eles o Livro de Poesias Líricas e Dramáticas.

1736 - 10 de Agosto: O Papa Clemente XII declarou padre Anchieta "VENERÁVEL", por "constar" que suas virtudes foram exercitadas "em grau heróico".

1760 - Quatro ossos de Anchieta foram remetidos ao Marquês de Pombal em Lisboa.

1773 - Suprimida a Ordem dos Jesuítas por ordem do Papa Clemente XIV, foram também suspensos os Processos de beatificação e canonização dos Jesuítas falecidos em conceito de santidade.

Hoje.......

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Ola pessoal, tudo jóia?

Quanto tempo hein? Eu parei de escrever em nosso blog eu sei.

Passei por uma fase de muita ocupação gerenciando um malabarismo entre empresa, trabalho bastante estudos, meu querido filho que está vindo (falta 3 meses) :)

Hoje eu gostaria de lhe convidar para conhecer o recém-publicado Datas Importantes da Vida de Anchieta.

Fruto de muito esforço ainda hoje terminei de escrever, depois de 2 semanas para postar o mesmo. Mesmo assim eu gostaria de ter suas impressões e suas colaborações. Compartilhem!

É isso. :)

Até a próxima postagem ;)

Everton S. da Silva

terça-feira, 13 de agosto de 2013

De que Jesus morreu? A ciência responde.

De que Jesus morreu? A ciência responde.



A revista IstoÉ desta semana traz como matéria de capa "A autópsia de Jesus". E abre a matéria assim: "De duas, uma:
sempre que a ciência se dispõe a estudar as circunstâncias da morte de Jesus Cristo, ou os pesquisadores enveredam pelo ateísmo e repetem conclusões preconcebidas ou se baseiam exclusivamente nos fundamentos teóricos dos textos bíblicos e não chegam a resultados práticos. 

O médico legista americano Frederick Zugibe, um dos mais conceituados peritos criminais em todo o mundo e professor da universidade de Columbia, acaba dequebrar essa regra. Ele dissecou a morte de Jesus com a objetividade científica da medicina, o que lhe assegurou a imparcialidade do estudo. 
Temente a Deus e católico fervoroso, manteve ao longo do trabalho o amor, a devoção e o respeito que Cristo lhe inspira.

Zugibe, 76 anos, juntou ciência e fé e atravessou meio século de sua vida debruçado sobre a questão da verdadeira causa mortis de Jesus. Escreveu três livros e mais de dois mil artigos sobre esse tema, todos publicados em revistas especializadas, nos quais revela como foi a crucificação e quais as conseqüências físicas, do ponto de vista médico, dos flagelos sofridos por Cristo durante as torturantes 18 horas de seu calvário. O interesse pelo assunto surgiu em 1948 quando ele estudava biologia e discordou de um artigo sobre as causas da morte de Jesus. Desde então, não mais deixou de pesquisar e foi reconstituindo com o máximo de fidelidade possível a crucificação de Cristo. 

Nunca faltaram, através dos séculos, hipóteses sobre a causa clínica de sua morte. Jesus morreu antes de ser suspenso na cruz? Morreu no momento em que lhe cravaram uma lança no coração? Morreu de infarto? O médico legista Zugibe é categórico em responder 'não'. E atesta a causa mortis: Jesus morreu de parada cardiorrespiratória decorrente de hemorragia e perda de fluidos corpóreos (choque hipovolêmico), isso combinado com choque traumático decorrente dos castigos físicos a ele infligidos. ...

"O ponto de partida é o Jardim das Oliveiras", prossegue o texto, "quando Jesus se dá conta do sofrimento que se avizinha: condenação, açoitamento e crucificação. Relatos bíblicos revelam que nesse momento 'o seu suor se transformou em gotas de sangue que caíram ao chão'. A descrição (feita pelo apóstolo Lucas, que era médico) condiz, segundo o legista, com o fenômeno da hematidrose, raro na literatura médica, mas que pode ocorrer em indivíduos que estão sob forte stress mental, medo e sensação de pânico. As veias das glândulas sudoríparas se comprimem e depois se rompem, e o sangue mistura-se então ao suor que é expelido pelo corpo. "Fala-se sempre das dores físicas de Jesus, mas o seu tormento e sofrimento mental, segundo o autor, não costumam ser lembrados e reconhecidos pelos cristãos: 'Ele foi vítima de extrema angústia mental e isso drenou e debilitou a sua força física até a exaustão total.' 

Zugibe cita um trecho das escrituras em que um apóstolo escreve: 'Jesus caiu no chão e orou.' Ele observa que isso é uma indicação de sua extrema fraqueza física, já que era incomum um judeu ajoelhar-se durante a oração. A palidez com que Cristo é retratado enquanto está no Jardim das Oliveiras é um reflexo médico de seu medo e angústia: em situações de perigo, o sistema nervoso central é acionado e o fluxo sanguíneo é desviado das regiões periféricas para o cérebro, a fim de aguçar a percepção e permitir maior força aos músculos. É esse desvio do sangue que causa a palidez facial característica associada ao medo. 

Mas esse era ainda somente o começo das 18 horas de tortura. Após a condenação, Jesus é violentamente açoitado por soldados romanos por ordem de Pôncio Pilatos, o prefeito de Judéia. Para descrever com precisão os ferimentos causados pelo açoite, Zugibe pesquisou os tipos de chicotes que eram usados no flagelo dos condenados. Em geral, eles tinham três tiras e cada uma possuía na ponta pedaços de ossos de carneiro ou outros objetos pontiagudos. A conclusão é que Jesus Cristo recebeu 39 chibatadas (o previsto na chamada Lei Mosaica), o que equivale na prática a 117 golpes, já que o chicote tinha três pontas.

As conseqüências médicas de uma surra tão violenta são hemorragias, acúmulo de sangue e líquidos nos pulmões e possível laceração no baço e no fígado. A vítima também sofre tremores e desmaios. 'A vítima era reduzida a uma massa de carne, exaurida e destroçada, ansiando por água', diz o legista." Depois de descrever a dor lancinante causada pela coroa de espinhos, Zugibe afirma que ao chegar ao local de Sua morte, as mãos de Jesus foram pregadas à cruz com pregos de 12,5 centímetros de comprimento. "Esses objetos perfuraram as palmas de Suas mãos, pouco abaixo do polegar, região por onde passam os nervos medianos, que geram muita dor quando feridos. 

Já preso à trave horizontal, Cristo foi suspenso e essa trave, encaixada na estaca vertical. Os pés de Jesus foram pregados na cruz, um ao lado do outro, e não sobrepostos – mais uma vez, ao contrário do que a arte e as imagens representaram ao longo de séculos. Os pregos perfuraram os nervos plantares, causando dores lancinantes e contínuas." Segundo IstoÉ, "a teoria mais propagada é a da morte por asfixia, mas ela jamais foi testada cientificamente. ... Zugibe classifica essa tese de 'indefensável' sob a perspectiva médica. 

Os exemplos do Exército ou do campo de concentração não valem porque os prisioneiros eram suspensos com os braços diretamente acima da cabeça e as pernas ficavam soltas no ar. Não é possível comparar isso à crucificação, na qual o condenado é suspenso pelos braços num ângulo de 65 a 70 graus do corpo e tem os pés presos à cruz, o que lhe dá alguma sustentação. Experimentos feitos com voluntários atados com os braços para o alto da cabeça mostraram que, em poucos minutos, eles ficaram com capacidade vital diminuída, pressão sangüínea em queda e aumento na pulsação. 

O radiologista austríaco Ulrich Moedder [afirma] que esses voluntários não suportariam mais de seis minutos naquela posição sem descansar. Pois bem, Jesus passou horas na cruz." A revista constata que "Zugibe usa sempre letras maiúsculas nos pronomes que se referem a Jesus e se vale de citações bíblicas revelando a sua fé. Indagado por IstoÉ sobre a sua religiosidade, ele diz que os seus estudos aumentaram a sua crença em Deus: 'Depois de realizar os meus experimentos, eu fui às escrituras. É espantosa a precisão das informações.' Ao final dessa viagem ao calvário, Zugibe faz o que chama de 'sumário da reconstituição forense'. E chega à definitiva causa mortis de Jesus, em sua científica opinião: 'Parada cardíaca e respiratória, em razão de choque traumático e hipovolêmico, resultante da crucificação.'"

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Conselho do Dia
Este é o conselho que a Imitação de Cristo lhe dá para hoje:
  
É raro achar um homem tão espiritual que esteja desapegado de tudo. Pois o verdadeiro pobre de espírito e desprendido de toda criatura - quem o descobrirá? Tesouro precioso que é necessário buscar nos confins do mundo (Prov 31,10). Se o homem der toda a fortuna, não é nada. E se fizer grande penitência, ainda é pouco. Compreenda embora todas as ciências, ainda estão muito longe. E se tiver grande virtude de devoção ardente, muito ainda lhe falta, a saber: uma coisa que lhe é sumamente necessária. Que coisa será esta? Que, deixado tudo, se deixa a si mesmo e saia totalmente de si, sem reservar amor-próprio algum, e, depois de feito tudo que soube fazer, reconheça que nada fez. ( Quão poucos são os que amam a cruz de Jesus)

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Conselho do Dia

Este é o conselho que a Imitação de Cristo lhe dá para hoje:
 
Voz do Amado 1. Assim como eu a mim mesmo ofereci espontaneamente ao Pai eterno, com os braços estendidos e o corpo nu, de modo que nada restasse em mim que não fosse oferecido em sacrifício de reconciliação divina: assim também deves tu de coração oferecer-te voluntariamente a mim todos os dias, em oblação pura e santa, com todas as tuas potências e afetos. Que outra coisa exijo de ti senão que te entregues inteiramente a mim? De tudo que me deres fora de ti, não faço caso; porque não busco teus dons, mas a ti mesmo. ( Da oblação de Cristo na cruz e da própria resignação)

EXIGÊNCIAS DA VIDA CRISTÃ

A consciência de ser Cristo possibilita agir em seu nome e receber pessoas em seu nome. Todo poder vem dele. O que alguém faz, estando unido a ele, é como se fosse feito pessoalmente a Ele e dele recebe a recompensa. 
Entendemos facilmente que as pessoas ordenadas ajam em seu nome, com força sacramental. 
Os fiéis reconhecem, de modo semelhante, os religiosos e demais consagrados como representantes de Cristo. São por isso acolhidos, mas também provocam escândalo se forem infiéis ao que representam. O mesmo acontece com todos os batizados: são cristãos, manifestando-o através das obras que praticam com este espírito.

A coerência da fé exige evitar escândalos. A fé é um serviço que se presta também aos outros. Não vivemos a sós. Os pequenos se escandalizam quando veem os grandes agindo mal. Mesmo que alguém não tenha fé, não pode abalar impunemente, a boa fé dos outros. O Juízo de Deus sobre os que provocam escândalos é severo.

Exige-se também coerência consigo mesmo. O Evangelho se serve depalavras duras, como cortar a mão, o pé, arrancar o olho... Hoje a medicina garante queé preciso proceder aalguma amputação para salvar a vida. O simbolismo do Evangelho, de cortão a mão, significa evitar fazer o mal; de cortar o pé é para não irmos aos locais do pecado, cortando andanças perigosas; arrancar o olho é evitara comunicação que leva ao mal, como programas e publicações corrosivas... Nossa inspiração é a Sagrada Escritura: Ela nos dá olhos para ver e pés para andar.

Texto de: Dom Dadeus Grings - O Dia do Senhor N° 2380 30/09/2012

   

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

O ANO LITÚRGICO


Com o Advento inicia o novo Ano Litúrgico, tendo como mestre São Lucas, o evangelista da misericórdia de Deus, Ano C. Advento é tempo da chegada do Senhor. Por isso envolve intensa pregação para o Natal de Cristo. Que dizer dele? Como preparar-se dignamente para acolhe-lo? Por duas atitudes fundamentais:
1) tomando-o como ponto de referência: ele veio ao mundo para iciar um novo tempo: 2012 de sua era;
2) acolhendo-o hoje pela Eucaristia e pela igreja, na qual está presente; e preparando-nos para sua vinda definitiva, em sua glória, no fim dos tempos, como conclusão da marcha da História.
Encontramo-nos no tempo, entre o passado, quando veio e fixou sua morada entre nós, e o futuro, quando consumará a caminhada da história da humanidade inteira.
Vivemos, no presente , com a herança do passado, que é a igreja, e na perspectiva do definitivo.
Agora vivemos estas duas dimensões: do passado, com nostalgia, e do futuro, de sonhos, acolhendo aqui e agora a alegria da salvação.
A palavra chave do advento é a vigilância, cuja resposta é a evangelização. A campanha para a Evangelização põe a igreja no Brasil em atitude missionária. Todos somos responsáveis pelo anúncio da vinda de Jesus e da salvação que recebemos dele e por ele. E por nos encontramos no Ano da Fé, pedimos: Senhor, aumentai a nossa fé na vossa vinda!

Texto de: Dom Dadeus Grings - O Dia do Senhor N° 2390 02/12/2012 

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Publicar Novamente.

Pessoal, bom dia.
Depois de muito tempo afastado da blogosfera, estou voltando novamente.
Passei um bom tempo atribulado e e não pude mais publicar.
Mas agora com a Graça de Deus, estou voltando novamente.
Fiquem na Paz.
Carpe Dien.
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